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Kill the Covid – O projeto da Abinfer para minimizar os impactos do coronavírus

Kill the Covid – O projeto da Abinfer para minimizar os impactos do coronavírus

Com participação de profissionais e empresas com atividades integralmente voluntárias, movimentou-se mais de R$ 17 milhões com a produção de peças para respiradores e EPIs

A pandemia do novo coronavírus segue fazendo vítimas. O mundo vive a expectativa de uma vacina eficiente e capaz de prevenir a Covid-19. No Brasil, especialmente, vive-se momentos de preocupação e medo há quatro meses, quando foi decretada a quarentena para tentar frear a contaminação em massa. E neste cenário é preciso reconhecer e divulgar boas histórias, de pessoas e iniciativas que fazem a diferença. Contamos a seguir como a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer) deu valiosa contribuição na luta contra o inimigo invisível.

A partir da solicitação do Governo Federal através do Ministério da Economia, a Abinfer aderiu a algumas das ações emergenciais dos governos, em todos os níveis, em ações estratégicas no combate à Covid-19, o que incluiu a produção de respiradores – ventiladores pulmonares; máscaras face shield, e cabines de proteção. “Um trabalho hercúleo de profissionais dedicados e humanos, contagiados com o senso de responsabilidade e amor ao próximo, que sem medir esforços, extravasaram toda sua energia em prol do bem comum”, diz publicação da associação.

“Nós somos do mundo da ferramentaria e boa parte das peças para produzir respiradores saem do ferramental. Quando começou a pandemia, o Governo entrou em contato comigo, porque sou presidente da associação, para ver se podíamos ajudar a aumentar a capacidade produtiva das empresas que fazem respiradores e nos colocamos à disposição. Como ferramentaria, produzimos ferramentais em prazos mais curtos, para que os fabricantes de respiradores tivessem peças em maior volume e, consequentemente, produzissem mais respiradores”, explicou o presidente da Abinfer, Christian Dihlmann.

O Projeto Kill the covid teve a participação de profissionais e empresas com atividades integralmente voluntárias, movimentando um valor superior a R$ 17 milhões. A intenção foi de permitir que a indústria de ferramentais contribuísse de forma significativa na produção e liberação de ferramentais para ganho de escala, auxiliando na minimização do impacto do coronavírus na saúde pública do país.

A ação envolveu toda a parte de apoio à fabricação de componentes críticos para respiradores, além de incursões ao desenvolvimento de cabines de acrílico, para utilização em procedimentos de anestesia de pacientes contaminados, e também máscaras face shield.

“Essas máscaras estavam sendo feitas no Brasil todo em impressoras 3D. Só que fazer nesse modelo é um processo muito lento, leva-se pouco mais de uma hora para fazer cada suporte. Resolvemos fazer um molde, onde conseguimos oito mil suportes por dia. Uma impressora 3D faz 20 suportes por dia”, disse Dihlmann.

A Abinfer distribuiu mais de 700 mil moldes pelo Brasil, contemplando além do sul e sudeste, as regiões norte e nordeste. A associação continua produzindo em menor escala, porque o objetivo nunca foi concorrer com as empresas fabricantes de EPIs, mas sim oferecer um suporte em caráter de urgência para atender profissionais de saúde e segurança pública.

“Se uma empresa quer comprar EPIs para seus funcionários ela tem que comprar do fabricante, não queremos competir com eles. Tentamos atender de forma gratuita e voluntária os profissionais em maior risco desde o início da pandemia”, garantiu Dihlmann.

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