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Logística de suprimentos é o segundo maior custo do hospital

Logística de suprimentos é o segundo maior custo do hospital

Pauta norteou bate-papo da diretora da MFB, Malu Sevieri com a diretora da UniHealth, Mayuli Fonseca em nova edição do MEDICALtalks

A crise na saúde provocada pela pandemia do novo coronavírus exigiu urgência na tomada de decisões pelas instituições do setor para que conseguissem atender a uma demanda sem precedentes. Neste cenário, a importância de uma área ainda muito desvalorizada, mas que reafirmou sua essencialidade: a logística. Para abordar a pauta, a diretora da Medical Fair Brasil (MFB), Malu Sevieri, conversou com a diretora do Grupo UniHealth Logística Hospitalar, Mayuli Fonseca, em mais uma edição do MEDICALtalks.

“A gestão da cadeia de suprimentos dentro do hospital é tudo que diz respeito ao que o hospital compra, desde o processo de planejamento, aquisição, toda a parte de guarda, de manipulação desses itens dentro do hospital, até o consumo desse produto pelo paciente, e a cobrança dele na conta do paciente ou em um centro de custo”, explicou Mayuli.

A UniHealth é uma operadora logística que terceiriza a gestão da cadeia hospitalar. A empresa possui centros de distribuição externos, onde se faz todo recebimento dos hospitais; possui centrais de fracionamento, onde se preparam os medicamentos que chegam em caixas ou em um blister, para ele estar na dose única do paciente, sob a forma de drágea ou ampola; ela realiza também toda a parte intra-hospitalar, que inclui preparar a prescrição de um paciente por horário, enviá-la para a enfermagem, até preparar um kit de cirurgia para o médico fazê-la.

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“Como fazemos isso? Eu coloco pessoas, coloco softwares que estão interfaceados com os softwares dos hospitais, coloco infraestrutura de tecnologia, coloco todo maquinário e automação que preciso para fazer essa gestão de forma que seja transparente para o cliente. Tanto os técnicos do hospital – médicos, enfermeiros, farmacêuticos, quanto os pacientes não sentirão uma terceirização. Nos tornamos parte da cadeia. A ideia é profissionalizar essa área, que é extremamente negligenciada dentro dos hospitais”, afirmou Mayuli.

A logística de suprimentos é o segundo maior custo do hospital. O primeiro é com recursos humanos. Segundo a diretora da UniHealth, é com a logística a primeira geração de receitas da instituição hospitalar, ela gera mais dinheiro do que efetivamente as taxas de sala que compõem a conta do paciente. Além disso é uma das áreas mais importantes para a segurança do paciente. O paciente receber o medicamento certo, na hora certa é absolutamente crucial para o cuidado na assistência.

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“A gestão da cadeia de suprimentos hospitalares é uma segurança também para o gestor, porque quem está administrando essa medicação tem a segurança que está recebendo a medicação correta para aquele paciente. Acabamos entrando em duas vertentes muito importantes do hospital, que é a questão de custo – gestão e redução, e a qualidade assistencial, que é o aumento da segurança do paciente”, disse Mayuli.

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Segundo a diretora, as instituições que tinham uma cadeia estruturada antes da pandemia, tinham informação de consumo e de demanda real dentro do hospital conseguiram se precaver em fazer uma melhor gestão das mudanças e das oscilações que a crise trouxe. Os hospitais que não tinham isso, compraram em excesso itens que não serão utilizados.

“Agora com a normalização, estabilização e com a queda da pandemia não terão demanda. Então você terá produtos que estarão no estoque para 10, 15 anos, que obviamente vencerão a validade. Os hospitais que não possuem uma cadeia de abastecimento estruturada perderão muito dinheiro. Os que tinham, conseguiram gerenciar melhor, não terão tantos prejuízos – não quer dizer que não terão, porque podem ter comprado produtos que acabem vencendo, mas vai ser uma perda imensamente menor do que os que não tinham”, garantiu Mayuli.

Assista na íntegra o MEDICALtalks | Logística Hospitalar - Gestão da cadeia de suprimentos.

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