NOTÍCIAS

Confira as principais matérias do setor e fique por dentro!

Pandemia de COVID-19 enfatiza importância da indústria de medical devices

Pandemia de COVID-19 enfatiza importância da indústria de medical devices

Com fabricação reforçada, entregando produtos de qualidade e o fortalecimento da cadeia de suprimentos, indústria da saúde se mostra ainda mais indispensável em momentos de crise

A corrida por dispositivos médicos colocou todos os países impactados pela pandemia do novo coronavírus em uma disputa por suprimentos, o que chegou até a gerar alguns conflitos diplomáticos. Com a alta demanda, as fabricantes nacionais e internacionais passaram a trabalhar dobrado a fim de suprir as necessidades internas e externas. O surto da COVID-19 em um cenário sem tratamento farmacológico comprovadamente eficiente demonstrou que o manejo clínico dos pacientes infectados dependia prioritariamente de recursos humanos treinados e de equipamentos médicos de qualidade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibilizou em seu portal uma lista com os dispositivos médicos prioritários durante a pandemia do novo coronavírus. Esses equipamentos são indispensáveis para o melhor suporte a pacientes com suspeita de COVID-19 que apresentam infecção respiratória aguda grave e, também, para a segurança de todos os envolvidos nesse ciclo de cuidados. São equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e aventais; suprimentos para diagnóstico in vitro, envolvendo testes moleculares e sorológicos; e dispositivos médicos para gerenciamento dos pacientes, entre eles respiradores e fontes para oxigenoterapia.

Fazendo uma análise do cenário chinês, primeiro país impactado com o surto do novo coronavírus, a consultoria McKinsey observou que a ausência de fabricantes locais de equipamentos em saúde despontou como um risco de fornecimento durante a pandemia do, levando o governo a aumentar os esforços para fabricação interna de produtos médicos. A China sempre foi, inclusive, um dos principais mercados exportadores desses equipamentos e, com a alta demanda interna e externa, muitas nações sofreram com a interrupção do fornecimento.

No Brasil, uma reportagem recentemente publicada pelo El País relata que a alta procura por insumos médicos alavancou um debate sobre mudanças no parque industrial nacional e estratégias para driblar a dependência de importação desses equipamentos.

Atentos às oportunidades que surgem durante a incerteza, empresas de setores distintos passaram a adaptar suas fábricas para suprir as carências do segmento. É o que o mercado chama de reconversão industrial ou reconversão produtiva. Entre os destaques desta abordagem estratégica estavam fábricas do ramo automotivo que se propuseram a consertar respiradores, fabricar máscaras de proteção com matérias-primas disponíveis em seus parques fabris e até mesmo desenvolver protótipos inovadores.

Tudo, obviamente, seguindo as normas de segurança e tendo que passar pela chancela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até mesmo para evitar a aquisição, inclusive de importados, que não atendam às necessidades do mercado interno e, muitas vezes, podem colocar o profissional de saúde em risco.

Foi o que ocorreu recentemente quando a Anvisa interditou fabricantes chinesas de máscaras N95 por ineficiência. Segundo a regulamentadora, que seguiu o mesmo parecer da FDA (Food and Drug Administration), autoridade regulatória dos Estados Unidos, as máscaras não demonstraram a eficiência mínima de filtragem de partículas de 95%. Assim, com a Resolução-RE nº 1.480, a Anvisa determinou a interdição cautelar de 51 fabricantes chinesas.

Paralelamente, empresas amplamente reconhecidas no mercado interno e que já atuam com o setor de saúde contribuíram com o combate à disseminação da COVID-19 ao acrescentar produtos criados especialmente para esse momento em seus portfólios. Foi o caso da Fanem, expositora da Medical Fair Brasil, que desenvolveu capotas de intubação que, confeccionadas em acrílico transparente, permitem a passagem das mãos do profissional de saúde para execução de protocolos de intubação e manobras necessárias ao mesmo tempo em que isolam gotículas e aerossóis reduzindo consideravelmente o risco de contaminação do médico ou enfermeiro responsável pelo atendimento (leia mais AQUI).

Todo esse cenário de dúvidas criados por uma doença ainda muito desconhecida gera, como resultado, a certeza de que é preciso fortalecer a cadeia produtiva de saúde para que seja possível cumprir as diretrizes mundiais e prover atendimento de qualidade a todos os cidadãos.

Noticias Relacionadas