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Profissionais da saúde – Expostos ao novo coronavírus diariamente, mas sem desistir da luta

Profissionais da saúde – Expostos ao novo coronavírus diariamente, mas sem desistir da luta

Médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, técnicos de manutenção, profissionais da limpeza e do atendimento enfrentam a pandemia todos os dias

Toda a população global está exposta à infecção pelo novo coronavírus, patógeno responsável por gerar uma pandemia capaz de mudar a vida de pessoas de todas as nacionalidades e isolar, em suas casas, praticamente metade do mundo. Mas quem trabalha no setor de saúde, na linha de frente do combate à pandemia, encara todos os dias os receios de estar frente a frente com um vírus ainda pouco conhecido. E a sociedade agradece esses profissionais, homenageando-os de diferentes formas.

Médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, técnicos de manutenção, profissionais da limpeza e do atendimento enfrentam a pandemia todos os dias, estando cara a cara com a realidade. Infelizmente não temos um controle global com informações atualizadas sobre a quantidade de profissionais de saúde infectados para que possamos compreender, ao certo, qual o impacto do novo coronavírus nessa classe de trabalho.

Porém, segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China divulgou um relatório afirmando que, até 17 de fevereiro, eram 44.672 profissionais da saúde infectados no país. Na sequência a Itália afirmou que, até 10 de abril, o país registrava 15.314 profissionais da saúde convivendo com o vírus, o que representa 11% de todas as infecções naquele momento entre os italianos.

Assim como há uma subnotificação de casos, não temos como afirmar qual a quantidade de profissionais de saúde brasileiros afastados por suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus. Porém, podemos usar como parâmetro as informações compartilhadas pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por meio do Observatório da Enfermagem.

O portal, que traz dados atualizados sobre a atual situação dos enfermeiros e enfermeiras brasileiros acometidos pela COVID-19, revela 10 mil enfermeiros ou com diagnóstico já confirmado ou com suspeita de infecção pelo novo coronavírus.

Não há, até o momento, a certeza de que a exposição diária à ambientes de saúde que concentram muitos pacientes doentes pode agravar a doença, já que a literatura mundial não chegou a um consenso: dois estudos chineses são conflitantes, sendo que um deles sugere que estar exposto a cargas virais maiores não muda o perfil da infecção enquanto outro acredita que pessoas com sintomas leves carregam, em si, uma carga viral significativamente menor. Segundo o COREN, a letalidade da COVID-19 nos enfermeiros se aproxima de 3%.

Ansiedade e saúde mental

Estar diariamente na linha de frente do combate ao novo coronavírus gera um desgaste emocional enorme nos profissionais de saúde. Pensando nisso, a OMS se manifestou para tranquilizar essas pessoas e para que elas mantenham a saúde mental em dia mesmo durante esse cenário de tensão.

Segundo a Organização, é normal que esses profissionais se sintam pressionados e essa sensação não representa fragilidade. Além disso, a OMS reforça a necessidade deles se cuidarem, alimentando-se bem, descansando sempre que possível – mesmo diante de turnos prolongados –, manter o corpo ativo e estar em contato (virtual) com familiares e amigos que oferecem apoio.

Um artigo publicado no JAMA debate quais as principais causas da ansiedade dessa população. Para compreender esses profissionais, entrevistou 69 indivíduos que atuam diariamente na crise, questionando com o que eles mais se preocupavam, o que eles esperavam de seus líderes, e quais fontes de apoio eles acreditavam ser benéficas nesse momento.

Como resultado, identificou as principais preocupações: acesso aos equipamentos de proteção individual; exposição ao vírus e possível transmissão da COVID-19 à suas famílias no retorno para casa; pouco acesso à informação; dúvidas sobre seu próprio desempenho já que muitos têm de atuar em áreas diferentes das que já estavam habituados; medo de não ter acesso aos testes; insegurança caso sejam infectados; receio sobre como cuidarão de seus filhos e parentes caso seja preciso aumentar a carga horário e medo de que lhes falte algo caso essa possibilidade se concretize.

Como apoio, o que eles mais esperam pode ser dividido em cinco categorias: escutá-los, protegê-los, prepará-los, apoiá-los e cuidá-los. Além disso, esperam que seus líderes sejam ativos, reconhecendo suas necessidades e trabalhando para atender à essas demandas da melhor forma possível. 

A Medical Fair Brasil, evento que recebe grandes grupos de profissionais de saúde atuando em todas as frentes, apoia essa classe trabalhadora durante a pandemia de COVID-19, reconhecendo sua importância para a construção de um mundo mais saudável, contribuindo com a divulgação de notícias reais e relevantes, e reunindo em uma única plataforma produtos e soluções criadas para auxiliar o dia a dia desses profissionais, tornando suas rotinas mais leves e dinâmicas.

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