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“A tecnologia assistiva é saúde e como tal não pode ficar de fora de um evento como a Medical Fair Brasil”, diz presidente da Abridef

“A tecnologia assistiva é saúde e como tal não pode ficar de fora de um evento como a Medical Fair Brasil”, diz presidente da Abridef

Rodrigo Rosso concedeu entrevista exclusiva sobre desafios, parceria e a importância de se incluir o tema nos debates de um amplo evento da indústria de saúde

Ter uma deficiência é uma condição que impacta o dia-a-dia do individuo no que se refere às estruturas e funções do corpo, à realização de atividades e à participação social. O desenvolvimento de novas tecnologias tem sido fundamental para a reabilitação dessas pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 10% da população possui algum tipo de deficiência. No Brasil, o censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que de 45.606.048 milhões de pessoas - 23,9% da população geral, têm algum tipo de deficiência.

A tecnologia assistiva é considerada como uma área interdisciplinar do conhecimento, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços para promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, para lhes proporcionar autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. É papel dos profissionais de saúde orientar a escolha do equipamento mais adequado para cada situação.

Em entrevista exclusiva ao portal da Medical Fair Brasil, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef), Rodrigo Rosso fala de desafios, de parceria e da importância de se incluir o tema nos debates de um amplo evento da indústria de saúde.

Confira a entrevista completa.

Medical Fair Brasil - Quais os principais desafios da tecnologia de assistiva na atualidade?

Rodrigo Rosso - O grande desafio da tecnologia assistiva é fazer com que as novidades tecnológicas e tudo de mais moderno que possa oferecer uma melhor qualidade de vida para as pessoas consiga chegar na ponta, ao alcance dos usuários, a preço justo e com produtos de qualidade.

No Brasil o problema é ainda maior. Faltam recursos públicos para investimentos nesta área, a burocracia é imensa para registros de produtos (Anvisa e Inmetro) e os custos operacionais são altos, além do desconhecimento do próprio usuário sobre o que há à sua disposição.

Medical Fair Brasil - Qual a importância de incluirmos a tecnologia assistiva nos debates de um amplo evento da indústria de saúde?

Rodrigo Rosso - A tecnologia assistiva é saúde e como tal, não pode ficar de fora de um evento desta magnitude, como a Medical Fair Brasil. Um debate técnico, amplo, inteligente e que gere efeitos reais para a melhoria e regulamentação deste mercado é uma oportunidade fantástica.

Medical Fair Brasil - Como se deu a parceria da Abridef com a Medical Fair Brasil e como vocês a enxergam?

Rodrigo Rosso - A Abridef como única entidade patronal do segmento de tecnologia assistiva tem a obrigação de apoiar iniciativas neste sentido e todos os eventos que tratam do tema da saúde, inclusão, acessibilidade e outros que se encaixem na temática, sempre a entidade estará presente e ajudando no que for preciso para o seu sucesso. Um setor grandioso como o da saúde e em especial no Brasil, segmento em franco desenvolvimento e onde empresas de grande e médio portes se destacam mundialmente até, além das pequenas e médias que compõe o setor, precisam de cada vez mais eventos sérios e de porte. Seja bem-vinda, Medical Fair Brasil.

Medical Fair Brasil - Quais as perspectivas para o segundo semestre?

Rodrigo Rosso - Nosso país e o mundo já vinham de um final de 2019 complicado... Iniciamos 2020 cheios de expectativas e planos, porém, o novo coronavírus chegou para mudar toda a realidade do planeta. O ano de 2020 está sendo um dos piores anos da história do mundo economicamente falando, e vai deixar sequelas graves, mesmo depois que o pico dessa pandemia passar e as coisas voltarem a andar. Esperamos que o mercado comece a se movimentar novamente no segundo semestre, porém haverá um tempo natural para que tudo se acomode e isso deve ter seu início no segundo semestre.

Acreditamos que somente 2021 haverá uma retomada mais sensível. Porém, ninguém hoje tem como prever nada. Estamos vivendo uma realidade de guerra, que será seguida de uma realidade de pós-guerra... e uma guerra invisível. É muito complicado apostar perspectivas futuras diante de um cenário nunca vivido.

Medical Fair Brasil - Como uma feira como a Medical Fair Brasil pode contribuir para a indústria e comércio de tecnologia assistiva?

Rodrigo Rosso - Uma feira do porte da Medical Fair no Brasil, que já tem tudo para nascer grande, pois vem com parceiros fortíssimos, só tem a colaborar com o nosso mercado de tecnologia assistiva. Repito que não sabemos como o mercado irá reagir, ainda que no segundo semestre, frente à essa situação econômica grave pelo qual o setor atravessa, aliás, todos os setores da economia. Mas a colaboração para uma difusão do setor e o fomento do mesmo é inegável. Porém, em 2020 acredito que será um ano de plantio junto ao mercado de tecnologia assistiva, pois o segmento foi extremamente atingido pela atual crise e chegará muito arranhado ainda no segundo semestre deste ano.

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